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Miomas e menopausa: eles somem ou ainda podem incomodar?

Embora muitos miomas diminuam após a menopausa, eles nem sempre desaparecem. Entenda quando apenas acompanhar é suficiente, quando o tratamento é indicado e como a terapia hormonal pode ser utilizada com segurança.

Dr. Carlos José BenatiCRM 14539 / RQE 5005Atualizado em 2026
Miomas na menopausa: quando tratar e como a terapia hormonal pode influenciar

O que acontece com os miomas após a menopausa?

É muito comum ouvir que os miomas desaparecem quando chega a menopausa. Embora isso possa acontecer em alguns casos, a realidade é um pouco diferente.

Os miomas são tumores benignos do útero que dependem principalmente dos hormônios femininos para crescer. Com a queda natural do estrogênio durante a menopausa, eles tendem a diminuir de tamanho, mas isso não significa que desapareçam completamente.

Em muitas mulheres, os miomas permanecem estáveis e não causam qualquer desconforto. Em outras, entretanto, podem continuar provocando sintomas que merecem avaliação médica.

A menopausa costuma reduzir o crescimento dos miomas, mas eles nem sempre desaparecem. O mais importante é avaliar se estão causando sintomas.

Quando os miomas ainda podem incomodar?

Mesmo após a menopausa, algumas mulheres continuam convivendo com miomas. Dependendo da localização, do tamanho e das características de cada caso, eles podem provocar diferentes manifestações.

  • Permanecer no útero sem causar qualquer sintoma.
  • Provocar sensação de peso ou pressão na região pélvica.
  • Causar aumento do volume abdominal ou sensação de inchaço.
  • Em situações menos frequentes, continuar crescendo mesmo após a menopausa.

Esse crescimento pode estar relacionado a fatores como alterações hormonais individuais, metabolismo, excesso de peso ou uso de hormônios sem acompanhamento médico adequado.

Nem todo mioma precisa de tratamento

Receber o diagnóstico de um mioma não significa, automaticamente, que será necessário realizar cirurgia ou qualquer outro procedimento.

Na prática, a decisão depende principalmente dos sintomas apresentados pela paciente, da localização do mioma e do impacto que ele causa na qualidade de vida.

O tratamento é indicado quando o mioma provoca sintomas ou interfere na saúde e no bem-estar da mulher — e não apenas pela sua presença.

Quais são as opções de tratamento?

A medicina dispõe de diferentes estratégias para o tratamento dos miomas, sempre escolhidas de forma individualizada.

  • Acompanhamento periódico quando o mioma permanece estável e sem sintomas.
  • Uso de medicamentos para aliviar sintomas específicos, quando necessário.
  • Terapia de Reposição Hormonal (TRH), cuidadosamente planejada para mulheres que apresentam sintomas da menopausa.

Quem tem mioma pode fazer Terapia de Reposição Hormonal?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório.

A resposta é que, em muitos casos, sim. A Terapia de Reposição Hormonal pode ser utilizada com segurança por mulheres com miomas, desde que exista uma avaliação médica criteriosa.

Quando bem indicada, ela pode proporcionar benefícios importantes, como:

  • Melhora da qualidade do sono.
  • Redução dos sintomas vasomotores, como os calorões.
  • Melhora do humor e do bem-estar emocional.
  • Aumento da libido.
  • Mais qualidade de vida durante a menopausa.

No entanto, a escolha dos hormônios, das doses e da forma de administração deve ser personalizada para cada paciente.

A Terapia de Reposição Hormonal não deve ser padronizada. A escolha correta reduz riscos e permite aproveitar seus benefícios com muito mais segurança.

Miomectomia histeroscópica com laser: uma alternativa moderna

Quando o tratamento cirúrgico é necessário, uma das técnicas mais modernas é a miomectomia histeroscópica com laser, indicada principalmente para os miomas submucosos, localizados no interior da cavidade uterina.

Esse procedimento é minimamente invasivo e oferece diversas vantagens.

  • Sem cortes externos.
  • Preservação do útero.
  • Recuperação mais rápida.
  • Alta precisão durante o procedimento.
  • Menor trauma aos tecidos.
  • Menor impacto para o organismo.

Cada mulher vive a menopausa de uma forma diferente

Os miomas e a menopausa não seguem uma regra única. Enquanto algumas mulheres nunca apresentam sintomas, outras podem precisar de acompanhamento mais próximo ou tratamento específico.

Por isso, a melhor conduta é sempre individualizada, considerando o histórico clínico, os exames, os sintomas e os objetivos de cada paciente.

O Dr. Carlos José Benati realiza uma avaliação completa da saúde feminina, analisando a menopausa, os miomas e a necessidade de tratamento de forma personalizada, sempre com foco na segurança, na preservação da qualidade de vida e no bem-estar de cada mulher.

Se você tem miomas, está na menopausa ou deseja entender qual é a melhor estratégia para o seu caso, uma avaliação especializada pode esclarecer dúvidas e indicar o tratamento mais adequado para você.

Miomas na menopausa merecem avaliação individualizada

Nem todo mioma desaparece após a menopausa. Uma avaliação especializada permite definir se basta acompanhar ou se existe necessidade de tratamento, sempre considerando suas características e qualidade de vida.

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Perguntas frequentes

Os miomas desaparecem após a menopausa?
Na maioria das mulheres eles tendem a diminuir devido à redução hormonal, mas nem sempre desaparecem completamente.
Quem tem mioma pode fazer reposição hormonal?
Em muitos casos, sim. A Terapia de Reposição Hormonal pode ser utilizada com segurança quando é cuidadosamente individualizada e acompanhada pelo ginecologista.
Todo mioma precisa de cirurgia?
Não. O tratamento depende principalmente dos sintomas, do tamanho, da localização do mioma e da avaliação médica.
O que é a miomectomia histeroscópica com laser?
É uma técnica minimamente invasiva indicada principalmente para miomas submucosos. O procedimento preserva o útero, não exige cortes externos e proporciona recuperação mais rápida.

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