clinicabenati@gmail.com (11) 2215-2951 / (11) 98980-4810 (WhatsApp)
Home • Blog • Climatério e Menopausa

Testosterona na menopausa: quando ela pode ter relação com o desejo?

Entenda a relação entre a testosterona e a libido na menopausa, quando o uso é indicado e por que o exame baixo isolado não confirma o tratamento.

Dr. Carlos José Benati • CRM 14539 / RQE 5005 • Atualizado em 2026
Avaliação médica sobre testosterona e desejo sexual na menopausa

O papel da testosterona e as mudanças no desejo sexual

Quando o desejo sexual muda na menopausa, é comum a mulher se perguntar: a testosterona pode ter relação com isso? Pode, mas essa história é mais ampla e merece atenção.

A testosterona participa da resposta sexual, e sua redução pode contribuir para mudanças no desejo.

Mas um resultado baixo no exame de testosterona, sozinho, não significa falta de libido nem indica tratamento. É preciso entender o que está acontecendo.

Por que o desejo sexual pode mudar na menopausa?

O desejo pode mudar por vários motivos:

  • secura vaginal, dor ou dificuldade para se excitar;
  • ondas de calor, sono ruim e cansaço;
  • ansiedade, tristeza e estresse;
  • autoestima e relacionamento;
  • alguns medicamentos.

Por isso, uma mulher pode ter alterações hormonais e manter o desejo. Outra pode ter pouca libido mesmo sem alteração hormonal importante. Não existe uma causa única para todas.

Quando a testosterona pode ser considerada?

Quando o desejo sexual permanece baixo e causa sofrimento, é importante investigar outras possíveis causas.

Quando essas causas são avaliadas e o quadro é compatível com transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD), a testosterona transdérmica — aplicada sobre a pele, geralmente em gel ou creme — pode ser considerada em algumas mulheres na pós-menopausa.

Estudos mostram benefício moderado no desejo e na satisfação sexual, sempre com indicação, dose individualizada e acompanhamento médico.

Mas atenção: mais testosterona não significa mais desejo. Doses acima do necessário podem provocar acne, aumento de pelos e queda de cabelo. Os efeitos do uso prolongado ainda precisam ser acompanhados.

Como deve ser feita a avaliação médica?

Uma avaliação pode incluir:

  • investigar o motivo da mudança;
  • tratar secura, dor e sintomas vaginais;
  • avaliar sono, humor, estresse e medicamentos;
  • conversar sobre testosterona quando houver indicação.

Testosterona não deve ser prescrita apenas porque o exame veio baixo. O exame ajuda no acompanhamento, mas não confirma sozinho a causa.

✨ O Dr. Benati, com experiência em Saúde da Mulher e em Terapias Hormonais, acompanha essas mudanças de forma individualizada, considerando não apenas os hormônios, mas também os aspectos físicos e emocionais que podem interferir no desejo.

Sentindo mudanças no desejo ou na saúde hormonal durante a menopausa?

A alteração da libido na menopausa é complexa e merece um olhar individualizado. Agende uma avaliação com o Dr. Benati para investigar as causas e encontrar os melhores cuidados para você.

💬 Agende sua consulta pelo WhatsApp

(11) 98980-4810

Perguntas frequentes sobre Testosterona na Menopausa e Desejo Sexual

A diminuição da testosterona é a única causa da falta de libido na menopausa?
Não. O desejo sexual feminino envolve fatores biológicos, psicológicos e relacionais. Mudanças como secura vaginal, dores, insônia, ondas de calor, estresse e uso de determinados medicamentos também influenciam diretamente a libido.
Exame de testosterona baixo significa que preciso repor o hormônio?
Não. O exame de testosterona isolado não confirma o diagnóstico nem indica obrigatoriamente a necessidade de reposição. A indicação depende da avaliação clínica completa dos sintomas e do sofrimento associado à perda do desejo.
O que é Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (HSDD)?
É uma condição caracterizada pela redução ou ausência persistente de pensamentos ou desejo sexual que causa desconforto e sofrimento à mulher, após descartadas outras causas primárias como dor, depressão ou problemas conjugais.
Como é utilizada a testosterona na pós-menopausa?
Quando indicada para mulheres na pós-menopausa com HSDD, a testosterona é utilizada por via transdérmica (creme ou gel aplicado sobre a pele) em doses baixas, fisiológicas e estritamente individualizadas sob orientação médica.
Quais são os riscos do excesso de testosterona em mulheres?
Doses elevadas ou inadequadas de testosterona podem causar efeitos colaterais indesejados, tais como surgimento de acne, aumento de pelos corporais e faciais (hirsutismo), queda de cabelo e alteração na voz.

Gostou deste conteúdo? Acompanhe nossas redes sociais e veja outros materiais sobre menopausa, saúde feminina e terapias hormonais.

← Artigo anterior Próximo artigo →
Fale conosco pelo Whatsapp